Premiados realizadores de CE, SP, PB, PE, RJ, DF e RS
Encerrado em cerimônia festiva na noite desta terça-feira, 21/6, o II Festival de Jericoacoara – Cinema Digital premiou realizadores de seis estados e do Distrito Federal. Uma amostra da diversidade da produção cinematográfica nacional, expressa na Mostra Competitiva de Curtas-metragens
A segunda edição do Festival de Jericoacoara teve encerramento na noite desta terça-feira, 21/6, com o público que lotou o Circo Jeri conhecendo os vencedores da Mostra Competitiva de Curtas, nas categorias animação, ficção, documentário e experimental. Os diretores dos filmes destacados pelo júri receberam o troféu Pedra Furada, criado pelo artista plástico Zé Tarcísio, além de prêmio de R$ 5 mil em cada categoria.
Na noite de encerramento, os espectadores conferiram um filme produzido por crianças e adolescentes de Jericoacoara, ao longo do festival, na oficina de Prática de Cinema Digital. Os jovens realizadores também receberam certificados. A noite contou com apresentação do jovem músico Giuliano Eriston, outro promissor talento da região.
Como em todas as noites do evento iniciado em 15 de junho, o festival prestou homenagem a personalidades do cenário audiovisual e da cena artística e cultural em geral. Receberam o troféu Pedra Furada o cantor e compositor cearense Calé Alencar, o produtor de cinema Jackson Bantim, o ator Luiz Carlos Salatiel, a atriz mineira e moradora de Jericoacoara Lívia Matos; o secretário de Turismo e Meio Ambiente de Jijoca de Jericoacoara, Osmar Fonteles, e o representante do Conselho Comunitário de Jericoacoara, Steban Franich.
Entre os vencedores da Mostra Competitiva de Curtas, destacam-se filmes do Ceará, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Também houve a entrega do prêmio CEPIMA (melhor filme dos estados do Ceará, Piauí e Maranhão) ao documentário cearense “O outro lado do Curral Velho”, de Felipe Ribeiro. O prêmio homenageia os estados integrados pela Rota das Emoções, iniciada em Jericoacoara, passando pelo Delta do Parnaíba e estendendo-se até os Lençóis Maranhenses.
“É muito interessante participar de um festival tão diverso. É importante receber esse prêmio em Jeri. Foi uma alegria imensa”, declarou o cineasta pernambucano Ionaldo Araújo, diretor de “Uma noite em 68”, produção vencedora como Melhor Filme Experimental. O filme presta homenagem ao cantor e compositor Geraldo Vandré, exibindo imagens do famoso festival de música em que, sob vaias incessantes, “Pra não dizer que não falei de flores” perdeu o primeiro lugar para “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque.
Resultado
MELHOR ANIMAÇÃO
- A MENINA DA CHUVA – ROSÁRIA MOREIRA, RJ.
MELHOR FILME EXPERIMENTAL
- UMA NOITE EM 68 – IONALDO ARAUJO, PE.
MELHOR DOCUMENTÁRIO
MATO ALTO – PEDRA POR PEDRA – ARTHUR LEITE, CE.
MELHOR FICÇÃO
TIMING – AMIR ADMONI, SP.
MELHOR FILME DE CEARÁ, PIAUI E MARANHÃO
O OUTRO LADO DO CURRAL VELHO – FELIPE RIBEIRO, CE
MELHOR EDIÇÃO
SILÊNCIO, POR FAVOR – FELIPE MATZENBACHER, RS.
MELHOR ATOR
JUVÊNCIO DE ASSIS – FILME: O SABIÁ – CINEASTA ZECA BRITO, RS.
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O FILHO DO VIZINHO – ALEX VIDIGAL, DF.
MELHOR TRILHA ORIGINAL
A MENINA DA CHUVA – ROSÁRIA MOREIRA, RJ.
MELHOR FOTOGRAFIA
TIC TAC – SYLVIO ROCHA, SP.
MELHOR ROTEIRO
A MENINA DA CHUVA – ROSÁRIA MOREIRA, RJ.
MELHOR DIREÇÃO
MATO ALTO – PEDRA POR PEDRA – ARTHUR LEITE, CE
MENÇÃO HONROSA
- É MUITA AREIA PRO MEU CAMINHÃOZINHO – ANA GUIMARÃES, SP.
- RECICLANDO FORMAS: A ARTE DE ANA CRISTINA – ELIZACABRAL E LAURITA CALDAS, PB.
- CURTA SARAUS – DAVID ALVES, SP.
Participação da comunidade
Realizado pela Anhamum Produções e dirigido pelo cineasta, escritor e produtor cultural cearense Francis Vale, o festival teve por objetivo contribuir para dar visibilidade a novos valores da produção audiovisual, de forma descentralizada, propondo um olhar bem além dos grandes centros. Objetivo que se viu, no festival, concretizado na prática, com a grande presença de moradores de Jericoacoara, com destaque para mães e filhos, sempre lotando as sessões de exibição.
“Esta segunda edição do festival alcançou o objetivo de mostrar a diversidade do novo cinema brasileiro e as novas pessoas que estão fazendo esse cinema acontecer, nos quatro cantos do País”, afirma Francis. “A relação do festival com a comunidade é outro aspecto muito importante. Para contribuir com Jericoacoara, o festival aconteceu na baixa estação, ajudando a garantir maior movimentação na cidade nesse período”, complementa.




